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"O mundo a cem pés" Todos os direitos reservados |
Comentário de António Luis Pacheco. ...O teu livro está excelente e não consegui deixar de o ler de uma assentada... é o melhor que já li e está ao nível de uma Expedição Moana... só para que faças uma idéia do quanto gostei dele. Está, para além de escrito com a alma e para a alma do caçador, muito bem construído, alternando as narrativas e as memórias que o tornam muito mais agradável de ler... gostei também dos títulos e da forma como se encaixa a acção e as tuas próprias memórias e sentir... Um abraço e parabéns, podes estar orgulhoso e sobretudo saber que acabas de fazer ainda, algo pela pesca submarina... que te eleva ao mais alto nível! A.L.Pacheco ....
Comentário do jornalista Silva Pires (director do jornal Global Notícias): O “Mundo a Cem Pés” é isso, o livro de uma vida preenchida por uma paixão avassaladora, que ao cabo de 40 anos se percebe continuar tão forte como no primeiro momento, o belo dia – o dia que determinou uma vida – em que o tio José Alberto deslumbrou o menino que lhe fazia companhia nas saídas para a caça submarina, desafiando-o, no porto de abrigo de Sesimbra, para aquilo com que ele há muita sonhava: “vestir o fato, pegar na espingarda, pôr pela primeira vez o cinto de chumbos e, equipado a rigor, penetrar num mundo de mistérios e sonhos, onde viviam peixes fantásticos que imaginara um dia ver e apanhar”. É ele a falar... É esse menino com quem neste livro atravessamos o mundo, e que vemos crescer ao lado de algumas lendas da caça submarina, percebendo que, como em tudo, também este é um universo onde há manhas e segredos, além de muitos perigos. É esse menino que acompanhamos até que chega a hora de apenas e só fruir, gozar essa paz de um prazer tão grande que não há mar capaz de diluir a adrenalina em cada saída para as profundezas. O mergulho como paixão, a caça como desafio, nesse jogo do gato e do rato – é do José de Sousa a expressão – esse jogo que comanda o objectivo supremo da procura incessante do peixe para recordar uma vida inteira. É esse menino que ao longo destas páginas se faz mergulhador experimentado, e homem sensível a outras experiências que são verdadeiros deslumbramentos ao alcance de poucos mortais: como é ser envolvido por uma escolta de jamantas; sentir-se espectador privilegiado do bailado dos lobos marinhos; viver esse momento único da surpresa pelo encontro com a baleia que, vista como nos conta, mais parece um submarino. E que se deixa deslumbrar pela paisagem açoriana ou pela desconcertante beleza de Parati; que não encontrou a paz em Zihuatanejo ao contrário do ex-presidiário a que Morgan Freeman deu corpo no cinema; que se deixou conquistar pela diferença do Namibe, aprendendo a saborear a importância das coisas simples e a viver os outros ritmos da vida africana; que recorda as águas cristalinas de Timor e o muito mais da experiência diferente que é a vida naquelas paragens; e não vai esquecer os amigos de Angola, os companheiros de jornadas em São Tomé ou Cabo Verde. E outros momentos, e outras gentes e muitas, muitas recordações. O “Mundo a Cem Pés”, vê-se, porque as imagens nos convidam a descobrir o tamanho do peixe que se segue, e lê-se de forma sacrílega para a maioria dos membros da tribo que o pode consumir com mais avidez, os apaixonados da caça submarina, conheçam ou não o autor. É que, meus amigos, não haverá apneia que resista e o melhor é pensar em usar garrafas porque cada história convida a ler a seguinte e a continuar a virar a página até chegar ao fim, um longo mergulho. O “Mundo a Cem Pês”, vê-se, lê-se e revê-se ainda porque depois de ficarmos a saber que o mero é o troféu supremo no currículo de um caçador submarino, impressiona que o José de Sousa nos fale de outros gigantes e mais conquistas como, fiquei a saber, o pargo-luciano... E só o imagino no seu peso colossal depois de ver esse peixe coreáceo e com ar pré-histórico que é o papagaio-de-bossa-gigante caçado em Timor, ou o tarpon que afinal, nem o Zé sabia, em São Tomé se chama prosaicamente taínha-congo – só podia, com aquele tamanho, num país tão pequeno.... O “Mundo a Cem Pés” vê-se, lê-se, revê-se e recorda-se ainda por uma qualquer história que nos toca particularmente. Para mim é marcante a baixa da Terceira, aqui envolta numa aura de mistério que, seguramente, vai levar aos Açores muitos de quantos lerem este livro e já não precisam de binóculos para seguir o barco do Malagueira... Olhai os lírios do José de Sousa e não tenho dúvidas... Mas meu bom amigo de outros mares e mergulhos diferentes, nem ali, ou nessa outra maravilha que me parece ser o Banco D. João de Castro, nas mesmas paragens, me vais convencer a aceitar o convite da simpática dedicatória que deixaste neste livro que apresento com grande satisfação e li com enorme prazer, também porque o discurso é fácil, despretensioso e escorreito e o estilo remete-nos para uma boa e agradável conversa contigo. A minha capacidade para a apneia já não é o que era, e não me permite grandes veleidades. Contas comigo, isso sim, para ajudar na comezaina do grande mero que continuo à espera de saborear, agora talvez quando chegar a hora dos prazeres do buraco 19 de um qualquer campo de golfe num desses lugares paradisíacos. E até pode ser nos Açores.. Meu Caro Zé, bom amigo: Parabéns pelo trabalho que tiveste a coragem de editar. E deixa-me dizer, para terminar, que a felicidade de uma vida cheia como a tua naquilo que te dá prazer e te levou a muito sacrificar, faz inveja, e com certeza deixa felizes os teus amigos. Haja alguém que possa fruir essa realização, com a certeza, percebe-se nas páginas que escreves, de que faria quase tudo igual na vida de outra vida. ...
Comentário de Roger Amorim ...Recebi-o ontem e devo já dizer o seguinte: -quanto à «embalagem», está verdadeiramente primorosa. Boa paginação e capa espectacular!... -quanto ao conteúdo, embora ainda não tenha começado a leitura, já vi, conforme esperava, que está como nos habituou nas crónicas do Mundo Submerso... Lamento apenas a escassez de fotos, porque embora possam ser mais de 50, parecem poucas, dada a diversidade dos cenários... Muitos parabéns pela obra e, principalmente, pelo mérito de conseguir caçar tanto e por tanto tempo, em tantos sítios...
Comentário de Vitor (Elios) A prosa do José de Sousa é agradável, simples e cativante. O livro está excelente, muitíssimo bem escrito ao ponto de nos fazer viver as experiências na primeira pessoa. É um livro que faz sonhar e partir em busca de novas aventuras, novos destinos e novas caçadas. Dito isto, não se pode pedir muito mais, está excelente.
Comentário de Luis Alabaça Gostava de dizer que adorei o livro desde o momento que tive o prazer de o receber directamente das mãos do autor, até ao dia em que o expus na minha simples e modesta prateleira de livros.
Comentário de Luis Veríssimo (Rana) .... O José de Sousa era para mim uma figura enigmática que conhecia de vista dos meus primeiros campeonatos, somente porque por lá o via, sempre muito discreto, mas interventivo! Quis a sorte (e ainda bem) que tivesse a oportunidade de passar alguns dias com ele em Cabo Verde, juntamente com o Zé Fernando, e aí sim, descobri verdadeiramente o carácter dele e a forma genuína como vive a pesca submarina... Por isso, apesar de ter expectativa na leitura do livro, calculava o que por lá apareceria, mas efectivamente enganei-me e para melhor! É um sonho de vida para alguém que gosta do mar e sobretudo da pesca submarina, mas tudo isso seria quase que "perdido" se o Zé não tivesse uma veia de escrita e de vontade para nos fazer sonhar com todas aquelas aventuras! Por isso digo-vos, procurei sempre ler o livro antes de adormecer, e quase que, de capítulo em capítulo, para assim poder sonhar durante o resto da noite e asseguro-vos que funcionou, acho mesmo que mergulhei e pesquei mais durante essas noites do que durante o resto do ano.......rsrsrrsrsr. Por isso Zé, acho que ainda terás muito a dizer sobre as tuas aventuras, sobre a vivência dos locais por onde passaste, sobre os amigos que fizeste, e estou certo, jamais te esquecerão! Após a leitura do livro fica-nos na cabeça os cheiros da terra africana, o gosto salgado do pargo assado na brasa, e evidentemente um desejo imenso de poder conhecer alguns desses locais maravilhosos, quanto mais não seja, novamente através de um dos teus livros..... Um abraço grande Zé.
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